Não entre na minha vida querendo ser saudade.
Não entre na minha vida querendo ser saudade.
A saudade machuca, mas a gente aprende a conviver. Volta a ser feliz dentro de um ou dois meses, após uma ou duas doses de tequila e um ou dois números de telefone recebidos no meio de uma noite de luzes baixas e música alta.
A saudade até incomoda na hora de deitar a cabeça no travesseiro, mas é só adormecer que passa.
Ela está ali, no cantinho do seu pensamento, mas é ofuscada por diversas outras coisas: a conta a pagar, a monografia para amanhã, o jantar com os amigos, o açúcar que já está acabando, o relatório que o chefe pediu para a próxima semana, a ração do cachorro.
A saudade permanece quietinha até o dia em que você simplesmente esquece. Esquece que está ali, naquele cantinho, e abre espaço para novos sentimentos. Abre espaço para quem não quer ser só saudade. Abre espaço para quem quer ser para sempre.


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