O amor bate na porta.
O
amor bate na sua porta, mas você não abre. Não porque não quer ou porque
prefere deixa-lo lá fora, no sol ou na chuva, sofrendo com o clima. Às vezes,
você não abre porque não ouviu. Às vezes, o amor decide bater na sua porta
justamente naquele diazinho frio e chuvoso, como os de São Paulo ultimamente,
que são perfeitos para deitar aconchegante na cama quentinha e adormecer
ouvindo uma música qualquer da Banda do Mar ou só acompanhando o som da chuva
batendo na janela. Nesse dia tão cinza, você está lá, tranquilo e confortável.
E o amor está batendo na porta.
A
verdade é que não importa se o amor bate em sua porta e você não abre. A
verdade é que, se for um amor que vale a pena perder nem que seja uma semana da
sua vida toda, ele vai pular a janela. E vai pular a janela porque é isso o que
o amor faz. Invade seu conforto mesmo que você não diga “pode entrar”. E ele
chega no seu cômodo quente e confortável e coloca uma música animada do Jota
Quest e te puxa para dançar. E você gosta. Porque o amor é assim; muda sua vida
completamente, tira sua tranquilidade para viver momentos de insanidade. Cantar
alto, enquanto a chuva cai lá fora, que “o amor é o calor que aquece a alma”.
Esse é amor.
O
resto é só paixãozinha que te faz cantar alto o refrão da música animada,
depois te deixa no cômodo quente, confortável e, agora, bagunçado. E vai
embora.


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